Nesta quarta-feira, 23 de setembro, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica completa 117 anos. A data remete à criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, em 1909, marco da educação profissional pública no país. No Rio Grande do Norte, essa trajetória deu origem à instituição que hoje é o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), apoiado pela Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern) desde 1998.

A relação entre Funcern e IFRN faz parte de uma atuação que também se ampliou para outras instituições da Rede Federal. Ao longo dos 28 anos de existência, a Fundação passou a apoiar projetos de diferentes Institutos Federais e instituições públicas de ensino e pesquisa em diversas regiões do país. Atualmente, são cerca de 300 projetos acompanhados pela Funcern, com aproximadamente 80% relacionados ao ensino, à pesquisa e à extensão e originados no IFRN.

Da Escola de Aprendizes ao Instituto Federal

No Rio Grande do Norte, a Escola de Aprendizes e Artífices começou a funcionar em 1914, em um prédio onde atualmente está localizada a Casa do Estudante, em Natal. Naquele período, 107 estudantes participavam de oficinas de alfaiataria, sapataria, funilaria, marcenaria e serralharia, além das aulas de português e matemática.

A instituição passou por diferentes denominações e configurações ao longo do século XX, entre elas Escola Industrial de Natal, Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (ETFERN) e Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RN). Em 2008, com a criação dos Institutos Federais, passou a integrar a Rede Federal como Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte.

Expansão da oferta educacional

A configuração atual reúne cursos de formação inicial e continuada, educação profissional técnica de nível médio, graduação e pós-graduação, além de atividades de pesquisa e extensão. O IFRN possui unidades distribuídas pelo estado e atende cerca de 45 mil estudantes.

Para o reitor do IFRN, professor José Arnóbio, a atual estrutura resulta de mudanças ocorridas ao longo de mais de um século, sem que a instituição deixasse de atuar na educação profissional, científica e tecnológica. De acordo com o gestor, a ampliação ao longo desse período também diversificou as trajetórias formativas disponíveis e a presença do Instituto no território potiguar.

28 anos de parceria

A Funcern foi criada em 1998 para apoiar atividades do então Cefet-RN, atual IFRN. Desde então, a relação passou a envolver projetos em diferentes áreas, com suporte administrativo e operacional às iniciativas desenvolvidas pela comunidade acadêmica.

A superintendente da Funcern, Tânia Costa, que é servidora aposentada do IFRN, acompanhou parte dessa trajetória em diferentes funções na instituição: atuou na equipe técnico-pedagógica, na coordenação pedagógica e na direção de ensino, experiências que, para ela, permitiram acompanhar de diferentes perspectivas a atuação do Instituto na formação dos estudantes e no desenvolvimento de atividades de ensino.

A atuação da Fundação atualmente ultrapassa o âmbito do IFRN e alcança outros Institutos Federais em diferentes regiões do país. A expansão da Funcern ampliou sua presença para além do Rio Grande do Norte, com apoio a projetos de ensino, pesquisa, extensão, inovação e desenvolvimento institucional em instituições da Rede Federal de diferentes estados.

Ao completar 117 anos, a Rede Federal reúne uma trajetória que se estende por diferentes territórios e instituições, enquanto a atuação da Fundação acompanha parte desse percurso por meio do apoio a projetos desenvolvidos no âmbito da educação profissional, científica e tecnológica.

Foto: Ruama Albuquerque